Cientistas concluíram que presentemente e devido ao acasalamento sem escrúpulos de pais e filhos e de avós e netos, pelo menos dez raças de cães mantêm apenas dez por cento dos seus genes originais, e que que tal mistura de sangue provoca doenças e problemas congénitos irreversiveis, levando muitas das vezes à sua morte. Ou seja, na busca de exemplares perfeitos alguns criadores optam pela beleza em deterimento da saúde dos seus cães, sendo que aqueles que eram os padrões de beleza dos no inico do século passado, não são os da actualidade.
Se num ser humano a união entre pais e filhos e avós e netos é mais do éticamente reprovável, digno de repulsa e odioso, porquê fazê-lo com os cães?
Não sei se em Portugal esta prática é corrente mas não deixa de ser pertinente meditarmos sobre este assunto. Pela defesa dos nossos amigos de quatro patas e pela preservação das raças.
N. Rama
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